Simulacão de Mercado de Carbono

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Através da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC), o governo brasileiro assumiu um compromisso legal de reduzir suas emissões de gases efeito estufa em 36% abaixo das projeções atuais até 2020. Para facilitar o cumprimento desta meta, a Lei de Mudanças Climáticas propõe a criação de um mercado nacional de emissões de carbono, incluindo um sistema de cotas de emissão para o setor industrial (cap & trade). Grande parte das empresas brasileiras, no entanto, ainda se sentem inseguras quanto às consequências de adotarem metas de redução. Poucas empresas hoje tem conhecimento suficiente sobre esse assunto para participar de um sistema de comércio de cotas de emissão.

Com vista a auxiliar empresas a se prepararem para essa realidade de uma maneira positiva e participativa, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), desenvolveu a plataforma Empresas pelo Clima (EPC), que conta com a participação de 40 empresas líderes de seus mercados. Desde 2008, estas empresas reportam seus inventários de emissões (veja mais em www.ghgprotocolbrasil.com.br) e análises setoriais são produzidas pelo GVces para permitir uma melhor compreensão da dinâmica de cada setor.

A simulação do mercado de carbono tem o objetivo de mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão e redução das emissões de GEE, assim como para a gestão de riscos climáticos e a proposição de políticas públicas e incentivos positivos no contexto das mudanças climáticas. A partir da simulação, o empresariado brasileiro avalia seus riscos e oportunidades e discute coletivamente soluções práticas e contribuições ao marco legal do país.

 

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BVRio participa do conselho desta iniciativa, junto com representantes do GVces, do Prince of Wales’s Corporate Leaders Group on Climate Change (CLG), da Universidade de Cambridge (Programme for Sustainability Leadership), do Perspectives Climate Change e do Environment Defense Fund (EDF). Adicionalmente, a BVRio oferece uma plataforma de negociações para esta simulação, um sistema de leilões, e um registro de cotas, incluindo interfaces diferenciadas para diferentes tipos de participante (empresas, governo, operador de mercado). Esta estrutura deverá ser utilizada para sistemas reais de comércio de carbono, quando estes entrarem em funcionamento.